quinta-feira, 10 de abril de 2008

2. Do nome

Faz quase um mês que essa página foi criada. O intuito, quando pensei em um blog, era atualiza-lo semanalmente, contudo os planos não podem ser sempre seguidos a rigor. É dessa forma que as coisas acontecem no cotidiano, você acorda todas as manhãs com um mapa mental dos afazeres do dia, mas 70% do seu planejamento acaba caindo por terra. Transitoriedade. A vida humana não se resume à cronogramas e rotinas padronizadas. É muito mais que isso, só não sei o grau de intensidade do muito. Talvez, você inter locutor, possa estar se deparando com uma daquelas afirmações clichês de propagandas e anúncios televisivos. Mas a verdade é essa; as pessoas pensam, debatem, criam inúmeras pesquisas de cárater científico, mas, no fundo, não se sabe o que é o "muito" do viver. A graça tá aí, na pluralidade de significados do tal "muito". É o choque de opiniões, a busca de explicações que sejam satisfatórias. Surge, então, a necessidade de delimitar a autoria dos pensamentos no campo intelectual. O uso das aspas não representa somente essa delimitação, mas pressupõe um mar de idéias outras, absorvidas de forma espontânea no processo de criação. As postagens aqui presentes não são de autoria única do blogueiro. Aqui, há a presença de pessoas, das mais diversas. Salve Jorge, salve Kristeva, salve Bakhtin, salve Machado, salve você e salve a mim!

sexta-feira, 21 de março de 2008

1. Do Objeto

De inicio, qualquer um que se depare com o novo se questiona: "Do que se trata? O que faz?". E, quase que instantaneamente, surgem explicações mil. Sejam de pessoas próximas, de manuais ( quando se trata de eletrônicos) ou por livre relações de remetimento com o já conhecido. Em um blog não há muita diferença. Há alguém, mesmo que não seja tão próximo, a te dar instruções de uso e correta compreensão. Tal locutor pode fazê-lo de forma arbitrária, ou permitir a livre percepção dos visitantes. Digamos que eu me encaixe no segundo paradigma. Não no sentido de redigir algo vago, completamente sem lógica ou estritamente simbólico. Meu intuito está longe de testar a capacidade interpretiva dos amigos ou desconhecidos. Falar em percepção, nesse contexto, é falar na forma de interpretação de fatos corriqueiros, a considerar os dois (ou mais) lados da moeda e de um todo social ativo. Acho que cheguei ao ponto pretendido; todo social. É aqui onde o termo "todo social" se torna sinônimo de objeto.